
A palavra amor vem do latim amor, que quer dizer " amizade, dedicação, afeição, ternura, desejo grande, paixão, objeto amado"¹. Os registros históricos sobre a evolução gráfica do vocábulo indicam que o termo já aparece grafado como amur no século XIV e aamoor e hamor no século XV. Ém sem sombra de dúvida, uma das palavras mais fascinantes em todos os idiomas, tanto na cultura ocidental quanto na cultura oriental. Até porque, independentemente da língua escolhida, os significados desse termo trazem em seu bojo um caráter vigoroso e múltiplo. O amor é um conceito diverso, repleto de contrastes, antíteses, paradoxos e peculiaridades que o tornam tão singular quanto complexo. Por isso defini-lo é muito mais do que uma simples demonstração de conhecimento lingüístico, é antes de tudo uma empreitada desafiadora. Prova de toda essa variedade de significações e dessa intensa batalha de antíteses presentes numa mesma palavra pode ser evidenciada num pequeno rol de citações que explicita boa parte de sua dinâmica conceitual. Basta lembrar que o amor pode justificar, determinar, agregar, permitir, superar, perdoar, prolongar, solicitar. O amor também condena, absorve, revela, esconde, simula, expõe... O amor orienta, desnorteia, incendeia, esfria, congela, ferve... No amor estão presentes, ao mesmo tempo, os quatro elementos e os cinco sentidos... Por ele se luta, por ele se ganha, por ele se perde, por ele se joga, por ele se morre... Ele ataca e defende, derruba e sustenta, grita e silencia...


